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10 coisas que aprendi com marcas de consumo

Atualizado: 5 de Jun de 2019

Natália Ceripieri




Depois de mais de 11 anos atuando na área de Relações Públicas e Assessoria de Imprensa, principalmente com foco em indústria e consumo, vi grandes transformações dos meios de comunicação e diferentes formatos de se aproximar dos públicos de interesse: o press release para a imprensa, o envio de press kit para jornalistas (quando não existiam redes sociais além do Orkut e enviávamos lembranças de marcas com objetivo de estreitar relacionamento para futuras matérias), o surgimento dos blogs, do Facebook, do Instagram, do Snapchat e do Youtube. A transição do jornalista como principal fonte de informação até os dias de hoje em que todos nós somos formadores de opinião, pois temos o poder do compartilhamento de opiniões em nossas mãos (literalmente).


Nesse período, trabalhei com empresas como Alpargatas, Colgate-Palmolive; Burger King, Cervejaria Heineken, Kodak, Smirnoff, Samsung e Lindt. Elenquei 10 pontos que nenhuma pós-graduação ou MBA te ensina, só muitas tentativas, erros, acertos e aprendizados.


1. Press kit: o passado, o presente e o futuro (pelo menos a curto prazo rs). Não tem como falarem sobre a marca, sem conhecerem o produto. Por mais conceitual e criativa que a campanha seja, promover experiências sempre é o caminho, caso o seu objetivo é gerar buzz nas mídias. E, sim, o press kit ainda é um dos meios para isso!


2. Ah, o dilema de inventar a caixa... muitos brainstorms de press kits começam com a concepção de uma caixa para abrigar os produtos. Pode parecer que estamos sempre indo para o mesmo caminho, mas é possível inovar, apostando as fichas no produto e, claro, em uma caixa bacana. A caixa pode ser muito simples, mas se está abrigando centenas de unidades do produto favorito de um influenciador que conversa diretamente com seu público, com certeza as chances de sucesso são grandes!


3. Trabalhar com o target da marca ou com personalidades populares? Infelizmente não é uma receita de bolo, mas é algo que as empresas podem considerar: estreitar relacionamento não só com pessoas que tenham o perfil do seu produto, mas também trabalhar com nomes que “vendem”. Pessoas que têm um alto impacto nas redes sociais, na televisão e possuem uma boa reputação, podem dar uma boa visibilidade à ação, mesmo conversando com diferentes tipos de público. (Isso vale, claro, quando o posicionamento de um produto é premium e expandimos para um leque maior de pessoas, o contrário não é recomendável). Afinal, por que não trabalhar o aspiracional?


4. A logística também é a chave do sucesso. Pode acreditar nessa afirmação, que pode parecer estranha à primeira vista. Já vi casos de envio de itens de vidro sem proteção (que chegaram aos seus destinos obviamente quebrados) ou de um entregador que jogou o presente de uma marca para uma influenciadora digital em cima de sua telha. Isso só foi descoberto por ela meses depois, depois de uma chuva forte.


5. Pagar ou não publipost? Eis a questão! Para cada campanha existe uma estratégia. O mais importante é pesar quais mensagens são importantes comunicar aos potenciais consumidores naquele momento ou se o foco é lembrança de marca.


6. A força da marca. Mesmo não sendo mais novidade que geradores de conteúdo são pagos pelas suas postagem, pode ter certeza que, quando ele receber um contato ou uma experiência com um produto que ele adora (importantíssimo ficar de olho nessas pessoas-chave), ele vai registrar isso de alguma forma. Marcas que caíram na graça de seus públicos - independente do tamanho delas - não precisam “inventar a roda”, para ainda obterem exposição nas redes sociais de forma espontânea.


7. Pense muito, muito, mais muito (eu já disse muito?) na mensagem que vai enviar. Ainda precisamos falar em personalização, linguagem e mensagens chave nesse tipo de comunicação? Quando falamos, principalmente, sobre influenciadores digitais, devemos saber profundamente sobre a pessoa que a marca vai se aproximar. Não podemos enviar um hambúrguer de carne vermelha para um vegetariano, um chocolate para quem tem intolerância a lactose e muito menos um celular para aquele que deixa claro que é fã do concorrente em suas redes. Saiba com quem você está falando!


8. Vale “quebrar o porquinho” para fazer ações com formadores de opinião? Claro que essa questão depende de cada campanha, empresa e budget. Adoraria oferecer uma experiência de limousine, que depois passasse por um voo de helicóptero e terminasse em um tour de iate (já participei de uma ação similar e a marca não teve todo o retorno que imaginou). Vale sempre pesar o valor do investimento versus o impacto do retorno, por mais criativa que seja a sua ideia.


9. A tal da experiência. Para muitos essa palavra está batida, porém é o comportamento de consumo da geração Y, no qual as pessoas estão buscando por serviços nos quais não precisem desembolsar um alto valor. Não é apenas sobre consumir um produto, mas toda a experiência em torno disso.


10. Lifestyle. A sua marca não é só voltada para o consumo. Com as mídias aproximando cada vez mais as empresas de seus públicos, ela também é um organismo vivo que pensa, sente e celebra momentos importantes junto ao seu target. É importante, - por trás de todas as ações - pensar em quais mensagens quer passar, quais são suas opiniões, as causas que apoia, entre outros comportamentos.


Esse assunto realmente pode durar horas, caracteres mais caracteres... por isso pensei em alguns pontos para compartilhar nesse texto. Se quiser conversar sobre isso ou qualquer outro assunto desse universo, me adiciona 😊 vou adorar conhecer você!



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